POV Isadora Ferraz
O quarto era grande. Frio. Decorado demais pra alguém que só queria paz. Eu sentei na beirada da cama, ainda com os sapatos nos pés. Olhei pro espelho do guarda-roupa como quem tenta encontrar a mulher que sumiu nas últimas vinte e quatro horas.
O celular vibrou no bolso do casaco.
Olívia.
Engoli o choro antes de atender.
— Oi.
— Isadora. Que porra foi aquela?
A voz dela estava baixa, mas afiada. Não era raiva. Era dor.
— Eu não posso explicar, Oli.
— Eu tô vendo a tua cara em