POV Isadora
O relógio marcava sete e quarenta e cinco quando ouvi a porta da frente bater.
Mais uma vez, Dante saía antes que eu pudesse sequer tomar o café com ele.
O som dos passos apressados no corredor, a voz baixa falando ao telefone, o barulho do motor do carro, tudo se tornara parte da minha rotina.
Nos últimos dias, a mansão Harrison parecia mais um eco vazio de horários e compromissos do que um lar.
A empregada deixou uma bandeja de frutas sobre a mesa, mas o cheiro do café recém-passa