POV Isadora
O relógio marcava sete e meia da noite quando terminei de ajeitar o vestido. Azul-escuro, discreto, mas elegante. Um presente de Dante, dos tempos em que ainda vivíamos em nossa casa, longe de todo o peso do sobrenome Harrison.
Agora, o mesmo vestido parecia deslocado, como se tivesse sido feito para outra mulher, uma que não precisava medir cada palavra e cada gesto.
O espelho refletia uma versão minha que tentava parecer calma, mas que por dentro ainda tremia.
Desde que nos mudamo