POV Isadora Ferraz
O envelope ainda estava no chão, mas o que me paralisava era a foto. Eu, dormindo no sofá, vulnerável, de costas para uma porta entreaberta que eu jurei ter trancado. O coração batia no ritmo de uma sirene, e o ar parecia rarefeito. Liguei para Olívia, mas a voz engasgou antes de completar o alô. Desliguei. Tentei respirar. Falhei. Então disquei outro número. Um número que meus dedos já sabiam de cor.
— Isa? — a voz de Dante era alerta, urgente, viva.
Eu não consegui responder