Capítulo 31
André Luiz Albuquerque
O carro parou antes mesmo de eu mandar.
Desci já armado, sentindo o gosto metálico da raiva subir pela garganta. O lugar era exatamente o tipo de cenário que gente covarde escolhe: armazém velho, luz baixa, silêncio pesado… e morte escondida em cada canto.
— Fiquem. — ordenei, seco.
— Senhor—
— Eu não repito.
Nem olhei pra trás. Entrei.
O rangido da porta ecoou alto demais, como se anunciasse minha chegada. Eles queriam isso. Queriam espetáculo.
Pois iam ter.