A comunidade despertava muito antes do sol.Às cinco da manhã, os primeiros comerciantes já levantavam as portas de aço. O cheiro de café fresco misturava-se ao de pão recém-assado. Crianças, ainda sonolentas, caminhavam para a escola enquanto trabalhadores desciam o morro em direção aos pontos de ônibus. A vida seguia.Ali, cada novo amanhecer era uma vitória.No alto da comunidade, uma casa ampla de muros altos chamava atenção. Não era uma mansão, mas era sólida, discreta e bem protegida.Na varanda, um homem observava tudo em silêncio.Dante, trinta anos. Alto, forte, coberto por tatuagens que contavam pedaços de uma história que poucos conheciam.Seu rosto era sereno, mas seus olhos estavam sempre atentos.Ele conhecia cada viela, cada família e cada criança que brincava pelas ruas.Quando alguém precisava de ajuda, batia à sua porta.Quando surgia um problema, era seu nome que todos chamavam. Nem todos o admiravam, muitos o temiam, mas ninguém ignorava sua presença.— Bom dia, ch
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