— Você... — o sussurro de Evelyn foi um som rouco e quase inaudível, um pedido de socorro que se perdeu na névoa densa de álcool, luxúria e estimulantes que envolvia o corredor.— Você... — Alexander respondeu, a voz gutural, vibrando no peito de Evelyn como um trovão distante. Seus olhos escuros fixaram-se nos lábios dela, agora entreabertos e inchados. A visão de Evelyn continuava girando em espirais de cores e sombras, mas, quando finalmente parou por um minuto, ela virou o rosto para o lado e viu, sobre o balcão do bar, o restante daquela bebida vibrante. Em um impulso autodestrutivo, ela esticou o braço, virou o conteúdo de uma vez e sentiu o fogo descer. Só depois que ela colocou o copo vazio sobre o mármore é que Alexander a puxou com tudo, as mãos firmes em sua cintura, prendendo-a contra a parede.O beijo que se seguiu foi uma invasão faminta, um choque de incêndios onde as línguas se enroscavam em uma dança frenética. O toque era elétrico, e Alexander, sentindo o calor dela
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