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Capítulo 3: A Colisão do Abismo

— Você... — o sussurro de Evelyn foi um som rouco e quase inaudível, um pedido de socorro que se perdeu na névoa densa de álcool, luxúria e estimulantes que envolvia o corredor.

— Você... — Alexander respondeu, a voz gutural, vibrando no peito de Evelyn como um trovão distante. Seus olhos escuros fixaram-se nos lábios dela, agora entreabertos e inchados. A visão de Evelyn continuava girando em espirais de cores e sombras, mas, quando finalmente parou por um minuto, ela virou o rosto para o lado e viu, sobre o balcão do bar, o restante daquela bebida vibrante. Em um impulso autodestrutivo, ela esticou o braço, virou o conteúdo de uma vez e sentiu o fogo descer. Só depois que ela colocou o copo vazio sobre o mármore é que Alexander a puxou com tudo, as mãos firmes em sua cintura, prendendo-a contra a parede.

O beijo que se seguiu foi uma invasão faminta, um choque de incêndios onde as línguas se enroscavam em uma dança frenética. O toque era elétrico, e Alexander, sentindo o calor dela e a urgência química queimando em suas veias, interrompeu o contato por um segundo, a respiração pesada contra o rosto dela.

— Precisamos sair daqui — ele rosnou, a voz carregada de uma necessidade primitiva. — Eu preciso de você. Agora.

— Eu também preciso de você — Evelyn respondeu, os olhos nublados pelo desejo e pelo entorpecimento. Ele não esperou. Guiando-a com possessividade, Alexander a levou para fora da boate, onde o ar frio da noite mal foi sentido. O motorista, atento, já estava a postos e abriu a porta do sedã blindado assim que os viu. Os dois entraram rapidamente, e o mundo ao redor se dissolveu enquanto o carro partia.

Dentro do veículo o motorista sobe o vidro interior do veículo dando privacidade aos dois, o espaço tornou-se um forno de paixão. As mãos de Alexander tocou a pele macia de suas coxas. Ele deslizou os dedos sob a calcinha de renda, encontrando a umidade que já empapava o tecido. Seus dedos se enroscaram no pelo púbico macio e desceram até o clitóris pulsante, massageando-o com um toque preciso que fez Evelyn arquear o corpo e gemer, a cabeça jogada para trás, os lábios entreabertos em um convite mudo. Alexander, sem fôlego, subiu o vestido dela até a altura dos quadris, revelando o triângulo escuro. Ele não resistiu. Sua boca desceu, e ele a provou ali mesmo, no banco de trás, os lábios e a língua trabalhando com uma intensidade que a fez gritar atingindo o ápice contra sua boca.

Na suíte presidencial do St. Regis, a porta mal havia fechado quando Alexander a atirou contra ela, os beijos descendo por seu pescoço, ombros e clavícula com uma voracidade selvagem. Ele arrancou as roupas dela, o tecido caindo no chão como folhas mortas. Evelyn estava completamente nua, a pele pálida arrepiada sob o olhar faminto dele. Ele a ergueu e a carregou até a cama monumental.

Alexander, rasgando as próprias roupas em segundos, exibiu um corpo masculino duro e tenso. Ele se posicionou entre as pernas dela, que se abriram em um convite silencioso e desesperado. Seus olhos nublados e com a visão destorcida  se encontraram por um instante, um reconhecimento mútuo de uma necessidade primordial que os unia. A luz da lua banhava a cena. Ele não hesitou. Com um único impulso poderoso, Alexander a preencheu. Foi como  um choque, mas foi instantaneamente afogado por uma onda massiva de prazer que os estimulantes disparavam em cada terminação nervosa. Evelyn gritou, a voz rouca de puro prazer, seus quadris se erguendo para encontrá-lo, implorando por mais. Não havia dor apenas entrega e prazer um prazer nunca sentido antes.

O ato não era amor, era pura e desenfreada luxúria. Alexander a possuía com uma ferocidade rítmica, suas investidas profundas fazendo a cama ranger. Ele a segurava pelos quadris, as mãos apertando a carne macia dela, puxando-a para mais perto enquanto ele acelerava o ritmo. Evelyn gemia sem pudor, os dedos cravando-se nos músculos das costas dele, deixando marcas vermelhas e arranhões. Ela sentia o peso dele, o suor escorrendo por seus corpos unidos, o cheiro forte de sexo, uísque e estimulantes preenchendo o ar.

Ele a virou, colocando-a de quatro sobre os lençóis de seda, seus quadris se chocando contra as coxas dela. Alexander mordeu a nuca dela, sussurrando palavras obscenas em seu ouvido, elevando a excitação a um ponto insuportável. Seus dedos se esticaram e ele alcançou o clitóris dela, massageando-o enquanto a penetrava por trás com uma força avassaladora. Evelyn sentia-se flutuar em um mar de sensações proibidas. Ela se entregava àquela luxúria frenética, um desespero que só quem perdeu tudo pode sentir.

Eles atingiram o clímax várias vezes, em explosões que faziam seus corpos tremerem violentamente e suas gargantas soltarem gritos abafados. O suor brilhava sob a luz da lua, unindo-os em uma colagem de pele e desejo inesgotável. Alexander nunca parava. Ele a levantava, a sentava em seu colo, a beijava por toda parte, sugando a pele dela, deixando marcas de sua possessão. A droga os mantinha em um estado de alerta erótico onde cada sensação era amplificada.

Conforme a madrugada avançava, o ritmo frenético começou a cobrar seu preço. O calor escaldante que emanava de seus corpos começou a dar lugar a uma lassidão pesada, à medida que o pico do estimulante iniciava sua descida lenta. Alexander, sentindo o peso dos próprios músculos e a respiração finalmente desacelerar, desabou ao lado dela, o peito ainda subindo e descendo de forma errática.

Evelyn, mergulhada em um torpor profundo, não retomou a consciência da realidade; o efeito da bebida ainda nublava seus sentidos, transformando o cansaço em uma névoa densa e impenetrável. Seus olhos se fecharam enquanto ela ainda sentia o formigamento da química em sua pele.

Exaustos e completamente drenados, os dois se separaram naturalmente na imensidão da cama. Sem forças para palavras ou carícias, Alexander rolou para o lado esquerdo, o corpo clamando pelo descanso necessário após o esforço sobre-humano. Evelyn, movida por um instinto de busca por espaço no meio daquela embriaguez sensorial, arrastou-se para o lado oposto da cama king-size.

Adormeceram mergulhados no silêncio luxuoso da suíte, dois corpos nus e distantes, entregues a um sono pesado e provocado pelo esgotamento da substância. Mal sabiam eles, enquanto a escuridão da noite os envolvia, que o destino acabara de selar suas vidas em um nó que nenhuma manhã seria capaz de desatar.

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