Eu amo a minha nova casa. A constatação vem simples, quase silenciosa… mas carregada de um sentimento tão grande que chega a apertar o peito. Paro no meio da sala, ainda com algumas coisas fora do lugar, caixas abertas, tecidos espalhados… e mesmo assim, tudo parece perfeito. Tudo parece… meu. Caminho até a janela e olho para o céu, respirando fundo. — Obrigada, vó… — murmuro, com a voz suave, quase emocionada. — Eu queria muito ter te conhecido… mas não sei explicar o tamanho da gratidão que sinto por tudo isso. Levo a mão ao peito. — De verdade… obrigada. Fico alguns segundos ali, em silêncio, como se esperasse que, de alguma forma, ela pudesse me ouvir. E, no fundo… eu sinto que pode. Pego o celular e ligo para Celina. Ela atende no segundo toque. — AMIGAAA! — a voz dela explode do outro lado. Dou risada. — Calma, Celi! Conto tudo. A casa. O chalé. O jardim. A herança. Cada detalhe. Ela vibra comigo, como se estivesse aqui. — Bárbara, isso é coisa de filme! —
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