Maya narrando A água da chuva escorria pelo meu rosto, mas o que me impedia de respirar não era o temporal; era o peso das palavras de Arthur. Ver o homem mais temido e poderoso de Manhattan despido de toda a sua arrogância, com os olhos injetados e a voz embargada, implorando para que eu ficasse com ele mesmo sem um papel assinado, quebrou a última barreira do meu orgulho. Ele estava disposto a rasgar o protocolo da sua vida , a enfrentar o falatório da alta sociedade e a aceitar a minha negação, contanto que eu não me afastasse. Eu sentia uma raiva imensa pela exposição, pelo racismo que os portais de fofoca despejaram sobre mim e pela mania dele de achar que pode controlar o mundo. Mas a verdade, crua e dolorosa, era que o magnetismo entre nós era uma força da natureza. Eu não sabia se o amava — o amor me parecia algo calmo, e o que vivíamos era um incêndio —, mas eu estava irremediavelmente ligada a ele. — Você é completamente louco, Arthur Valmont — respondi, com a voz fal
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