Maya narrando
O silêncio do apartamento no Brooklyn parecia mais pesado do que antes quando entrei, perto da meia-noite. Minha mãe estava acordada, sentada na mesa da cozinha com uma caneca de chá. Ela não fez perguntas difíceis. Apenas me olhou, mediu o meu cansaço e me acolheu em um abraço silencioso que cheirava a lar. Mas, na minha cama, o sono demorou a vir. Minha pele ainda queimava onde os dedos de Arthur haviam tocado, e o aperto da intimidade dele parecia um fantasma dividindo o len