Maya narrando
O glamour da Quinta Avenida sempre me pareceu um cenário de filme distante, algo que eu só via pelas telas ou pelas janelas do metrô quando cruzava a ponte vinda do Brooklyn. Mas ali estava eu, parada no centro de um ateliê de alta costura totalmente reservado, cercada por paredes de espelhos com molduras douradas e araras repletas de tecidos que custavam mais do que um ano do meu antigo salário.
Minha sogra, Eleonor, ditava o ritmo do lugar com uma elegância inata. Ela estava