Arthur narrando
A quietude que se instalou no quarto após a tempestade de sentimentos era quase sagrada.
Maya dormia profundamente com a cabeça apoiada no meu peito, a respiração calma e compassada batendo contra a minha pele. Eu não conseguia pregar o olho. Meus dedos traçavam linhas invisíveis pelas costas nuas dela, sentindo a textura macia da sua pele e a propriedade absoluta que eu acabara de selar.
Naquele momento, olhando para ela na penumbra, uma possessividade quase doentia e p