Maya narrando
O relógio de parede do vigésimo andar parecia correr contra mim. Às onze em ponto, a porta de vidro fumê da sala de Arthur se abriu. Ele saiu vestindo o paletó do terno preto, ajustando as abotoaduras de prata nos pulsos. A postura dele exalava o poder de quem sabe que comanda o mundo, ou pelo menos aquela empresa.
— Pegue os relatórios e o tablet, Maya. Eles já chegaram na sala de conferências — a voz dele saiu baixa, mas firme, sem desviar os olhos azuis dos meus por um seg