Os próximos minutos foram um caos coordenado.Vika dava ordens pela tela com a precisão de alguém que já arrumou meia dúzia de noivas, três drag queens e dois atores de teatro numa noite só.“Primeiro, hidrata a pele dela”, mandou. “Isso, Ana, passa em movimento circular, não esfrega como se estivesse limpando chão. Lira, para de fazer careta, você não vai morrer.”“Promessas, promessas”, murmurei, mas obedeci.“Agora a base”, continuou Vika. “Nada de reboco. A gente quer a Lira com cara de ‘nasci assim, só dormi bem’. Ana, mistura bem, aplica com batidinha, isso, deixa mais leve perto do pescoço. Não queremos máscara.”Ana seguia tudo com uma concentração admirável, língua presa entre os dentes, o braço firme, as mãos delicadas. O toque dela era suave, sem puxar, sem apertar, sem violência, e isso por si só já era conforto.“Correção nas olheiras”, Vika guiou. “Porque claramente essa loba não dormiu nada. Isso, só um pouquinho. Agora, um contorno leve, só pra dar sombra onde já tem o
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