Essa é a verdade crua, sem verniz: pela primeira vez, a possibilidade de ser a escolhida, de ser assumida, de ter uma família que me inclui de verdade e não só de sobrenome, se insinua com força suficiente pra abrir rachaduras nas defesas que eu passei anos montando.
Eu imagino coisas.
Uma mesa de jantar em que eu não seja invisível nem intrusa. Um lugar ao lado de alguém que me defenda sem precisar olhar pros lados antes. Um futuro em que eu não seja sempre o erro que precisa ser escondido, a