“Ferrado a minha vida?”, repete. “Lira… eu nunca tive nada parecido com aquilo. Você não tem ideia do que significa pra mim ter… qualquer coisa que seja minha. Um vestido que não seja sobra de alguém. Um celular que não seja de segunda mão depois de rodar a casa inteira. Como isso pode ser ruim?”
“É aí que entra a parte que eu não faço ideia”, respondo, jogando as mãos pro alto. “Eu não cresci aqui. Não sei o que pode ou não pode. Não sei o que pega mal, o que a matilha perdoa, o que ela nunca