Os aplausos começam quase ao mesmo tempo, um som forte de mãos se encontrando, se espalhando, ecoando nas paredes de pedra e nos enormes lustres pendurados. No meio das palmas, alguns uivos estouram, um aqui, outro ali, até virarem um coro disperso de vozes lupinas que se erguem como se alguém tivesse dado o comando. Tem gente vibrando de verdade; tem gente batendo palma porque seria suicídio não bater; tem gente uivando mais alto do que sente, tentando mostrar apoio suficiente pra ser lembrado