E é exatamente essa frase, “coisa de ômega”, dita com essa resignação automática, que me acende de novo por dentro, mas de outro jeito, não mais como lava pronta pra rosnar, e sim como raiva fria de sistema idiota.Viro o rosto pro meu pai, sentindo o maxilar apertar, e falo sem pensar muito, só deixando o que está na garganta sair: “Ana não é uma escrava, ela é minha amiga, seja lá qual for esse lance de alfa, ômega e sei lá mais o quê, comigo não funciona assim”, e eu sei que tem desafio na minha voz, sei que tem um “não vou repetir a dinâmica de todo mundo aqui” meio escancarado, mas não peço desculpa por isso.Ele me olha por um momento longo, avaliando, como se estivesse vendo um pedaço de Luara ali, ou talvez algo que ele não esperava ver tão cedo, e, em vez de discutir hierarquia, de me lembrar de regras, de dizer que é assim e ponto, ele simplesmente sorri, não aquele sorriso orgulhoso de antes, mas um menor, quase aliviado, volta os olhos pra Ana, faz um aceno curto de cabeç
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