Ficar deitada encarando o teto não resolveu nada, como sempre. O máximo que consegui foi decorar duas rachaduras novas na madeira e concluir que, se tivesse um talento, seria pra colecionar problemas em sequência. O colar no peito parecia respirar comigo, cada inspiração um lembrete de que amanhã eu ia ser jogada num palco cheio de lobos famintos por fofoca.
E, por baixo de tudo isso, uma sensação incômoda roendo: Eron tinha chamado minha atenção por causa da Ana. E, pra minha irritação eterna,