Alana demorou a dormir naquela noite. Na verdade, dormir parecia impossível. Toda vez que fechava os olhos, lembrava do bilhete. Da invasão. Da reação de Kael. Principalmente da reação dele. Aquilo a perturbava mais do que gostaria. Não era só raiva. Nem simples controle. Era preocupação. Real. Crua. E isso confundia tudo. Muito. Ela virou de lado na cama. Tentando afastar os pensamentos. Sem sucesso. Kael ainda estava acordado quando passou pelo corredor horas depois. Ela ouviu passos. Vozes baixas. Homens entrando e saindo. Algo estava acontecendo. Algo grande. Quando finalmente conseguiu dormir, o descanso foi leve. Interrompido. Cheio de tensão. Na manhã seguinte, acordou cansada. Com a sensação de que o próprio corpo estava em alerta. Desceu as escadas lentamente. Assim que entrou na cozinha, percebeu que algo estava errado. Silêncio. Funcionários mais tensos. Olhares rápidos. Baixos demais. Como se ninguém quise
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