O Hospital Memorial amanheceu sob uma vigilância silenciosa e implacável. Eros não arredara pé do quarto de Helena, transformando a suíte VIP num posto de comando improvisado. A trégua selada na madrugada trouxera uma paz frágil, mas genuína; era como se, após anos de tempestade, o ar tivesse finalmente começado a clarear. Contudo, a quilómetros dali, num escritório escuro e impregnado de fumo de charuto no Vale dos Cristais, o ódio de Ricardo Duarte atingia o seu ponto de ebulição.Ricardo olhava para as notícias da alta de Helena, que circulavam nos grupos restritos da elite. O plano das fotos com Dante Valez, que deveria ter sido o golpe de misericórdia, falhara miseravelmente. Em vez de expulsar Helena, Eros levara-a para o hospital e, segundo os seus informantes, o casal estava mais unido do que nunca. Ricardo sentia o cerco fechar-se: as suas contas estavam bloqueadas, a sua reputação na Siderúrgica estava em farrapos e a sombra do irmão mais velho ameaçava engoli-lo definitivam
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