O despertar de Helena foi, pela primeira vez em muitos meses, suave. A luz do sol filtrava-se pelas cortinas de linho da Suíte Imperial, desenhando rendas douradas sobre o lençol de seda. Antes mesmo de abrir os olhos, ela sentiu o aroma: café recém-passado, pães artesanais e o perfume amadeirado de Eros, que parecia ter se entranhado no ambiente.Ao se espreguiçar, sentiu uma leve pressão na borda do colchão. Abriu os olhos e encontrou Eros sentado ao seu lado. Ele não vestia o paletó; estava apenas com a camisa branca, as mangas dobradas até os cotovelos, revelando os antebraços fortes. Sobre o colo dela, ele depositou com cuidado uma bandeja de prata repleta de frutas frescas, iogurte e flores.— Bom dia — disse ele. A voz era baixa, desprovida da aspereza dos últimos dias. — Como se sente? A tontura passou?Helena sentiu o coração dar um salto descompassado. O carinho da noite anterior, o modo como ele a carregara e a promessa de proteção ainda ressoavam nela. Ela se sentou, aj
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