VICENTE LANCASTER Acordei revigorado. A noite havia sido excelente, afinal, a minha esposa estava exatamente onde deveria estar: sob o meu teto. No entanto, eu não sou um homem que deixa pontas soltas. Aquele doutorzinho não deve demorar em mandar a polícia na minha porta, por isso preciso resolver isso o quanto antes. Me vesti, tomei café e saí de casa logo cedo. A minha primeira parada foi o hospital central. Fui direto à sala do doutor Arthur, mas como hoje é domingo ele não estava de plantão. O importante é que não precisei dele para resolver o assunto, só me apresentei como marido da paciente e exigi uma cópia de todos os exames da Isadora. Os laudos que atestavam a doença terminal dela.Ninguém fez perguntas. Simplesmente imprimiram a papelada, e me entregaram. Agradeci e saí. A segunda parada da minha manhã exigia um pouco mais de sutileza, mas nada que meu dinheiro não resolvesse. Dirigi até a casa de um conhecido psicólogo, um homem chamado Ulisses. Ele atendia em uma cl
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