ISADORA VILLANOVA O dia amanheceu ensolarado, com um céu azul sem nenhuma nuvem. Respirei fundo, enchendo os pulmões de ar, e um sorriso que eu não conseguia controlar tomou conta do meu rosto. Logo depois de me arrumar, fui direto para o escritório de Henrique. Ele já estava lá, revisando alguns papéis com um semblante tão tranquilo que me fez suspirar. Assim que me viu entrar, ele abriu aquele sorriso de covinhas que sempre fazia o meu coração acelerar. Caminhei até a mesa dele e me sentei na cadeira da frente. — Sabe, doutor Valadares — comecei, em um tom divertido. — Já que eu não tenho uma doença incurável e não estou mais à beira da morte, acho que isso significa que não sou mais sua paciente. Henrique deu uma risadinha, levantou da cadeira e deu a volta na mesa, parando bem na minha frente. Ele se encostou na beirada da mesa e cruzou os braços. — Ah, é mesmo? Pois sinto informar que a senhorita está muito enganada — ele rebateu, com os olhos verdes brilhando de humor. — V
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