Eu saí do quarto da Ive sentindo meu peito arder. Beijei a testa dela, que continuava fria, e sussurrei no seu ouvido: "Eu venho te ver todo dia, amiga. Eu não vou te soltar." Ela nem piscou.Entrei no meu carro e, antes que o juízo voltasse, eu já estava subindo a ladeira do morro. Eu não queria saber de fuzil, de hierarquia ou de perigo. Eu queria olhar na cara do homem que destruiu a luz da minha melhor amiga.Parei o carro na entrada principal, onde o movimento da contenção estava tenso. JP, que sempre foi o mais desenrolado ali, veio ao meu encontro assim que me viu saltar do carro com os olhos inchados e a cara fechada.— Verônica? O que você tá fazendo aqui, amor? O clima tá pesado, não é hora de visita não — ele disse, tentando me barrar com o corpo, mas sem agressividade.— Sai da frente, JP! Eu quero o Diego. Agora! — Minha voz saiu rasgada, atraindo o olhar de outros soldados que circulavam por ali.JP suspirou, passando a mão pelo rosto, com uma expressão cansada que eu nu
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