O asfalto estava frio contra o meu rosto quando meus olhos se abriram devagar. Por um segundo, o silêncio da rua me fez acreditar que tudo tinha sido um sonho ruim, mas a pontada aguda na minha coxa me trouxe de volta para a realidade com a força de um soco.
Tentei me mexer e soltei um ganido de dor. Olhei para a minha perna; o sangue já tinha secado um pouco, grudando o tecido do vestido na pele rasgada. O rastro do tiro de raspão era feio, uma marca viva da fúria do Diego.
— Ele atirou em mim