ISABEL LINORES As últimas vinte e quatro horas pareceram um verdadeiro milagre. A cirurgia da minha mãe foi um sucesso. Passei a noite inteira no hospital, não como acompanhante, mas correndo de um lado para o outro no meu turno normal de enfermagem. O cansaço pesava nos meus ombros, mas a felicidade me mantinha de pé. Na minha pausa da madrugada, fui até o último andar, onde ficava a ala VIP. Quando abri a porta do quarto da minha mãe, quase caí para trás, Millie ficou com ela durante a tarde, mas não me contou que parecia um hotel cinco estrelas. Havia uma cama imensa e tecnológica, uma TV de tela plana gigante, uma poltrona confortável para acompanhantes e até uma enorme cesta de frutas frescas sobre a mesa de centro. Minha mãe dormia serenamente. Toquei a mão dela, sentindo as lágrimas de gratidão embaçarem meus olhos. Obrigada, pai, pensei mais uma vez. [...] Quando meu plantão finalmente acabou, pela manhã, peguei um ônibus de volta para o meu bairro. Eu estava exaus
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