HeloísaO ar da noite de Búzios me envolve, mas o calor que sinto não vem da brisa salgada. Vem de dentro, da adrenalina que ainda pulsa em minhas veias, da vitória que saboreei no Cereja. Heitor está ao meu lado, a mão firme na base das minhas costas, um toque que antes seria uma afronta, agora uma reivindicação. Eu não me afasto. Não preciso. O jogo de salão acabou, e a verdadeira partida está prestes a começar.— Você foi rude — murmuro, enquanto caminhamos para fora do restaurante, mas a frase não tem a força de uma acusação. É quase um convite, um reconhecimento da sua possessividade que, confesso, me excita.— Eu fui honesto — ele responde, a voz rouca, e sinto o calor do seu hálito no meu cabelo. — E você adorou cada segundo.Ele está certo. Cada fibra do meu ser vibrou com a sua fúria, com a sua possessividade. A forma como ele me puxou para dançar, como me segurou, como me calou com a sua presença... foi a confirmação de que ele finalmente me vê. Não como a "Pequena Heloísa",
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