O que existe entre nós não era apenas proibido. Era perigoso da forma mais concreta possível.
A culpa específica, precisa, cirúrgica, de quem sabe onde estava e o que estava fazendo e com quem estava fazendo enquanto o coração do pai falhava no escuro da sala. A culpa de quem reconhece, naquelas palavras clínicas sobre adrenalina e estímulos emocionais intensos, a descrição exata do que existe entre nós dois. Não metaforicamente. Tecnicamente.
Sei o que somos um para o outro.
Sei o que acontece quando estamos no mesmo ambiente — a temperatura do ar muda, muda de verdade, não é impressão