Minha manhã é dedicada à arte. No ateliê, a tela em branco me chama, um convite silencioso. Pego os pincéis, sinto o cheiro pungente das tintas a óleo, a textura áspera da tela sob meus dedos. É uma dança, uma exploração. As cores se misturam, os traços surgem, e em cada pincelada, sinto uma parte de mim voltando, uma memória muscular, uma paixão adormecida que eu nem sabia que existia. É como se as cores falassem, contassem histórias que minha mente ainda não consegue acessar.Helena me traz chá, e às vezes, Arthur liga, uma chamada rápida para saber como estou, para me lembrar que, mesmo longe, ele está presente, que eu não estou sozinha.O almoço é leve, servido no jardim, sob a sombra de uma figueira centenária, com o som das ondas ao fundo. Salada fresca, peixe grelhado, um vinho branco leve. A tarde é para leitura, para caminhadas pela propriedade, explorando os jardins que Helena cuida com tanto carinho. Conversamos sobre as flores, sobre a história da casa, sobre pequenas coi
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