Ele poderia ter me tido, mas escolheu me merecer.
A boca dele se afasta da minha apenas para desenhar um caminho ardente pela minha pele — bochecha, orelha, linha da mandíbula. O calor se espalha pelo meu corpo como fogo líquido, queimando cada nervo.
Um gemido escapa de mim antes que eu consiga impedir. Aquela tensão é quase insuportável. Tenho a impressão de que vou simplesmente me desfazer ali, dissolver em pura sensação.
Heitor, num minuto, me carrega para o quarto, sem nunca interromper o contato das nossas bocas. Ele me deposita na cama