HeloísaChegamos em casa cheios de alegria. Subo para o meu quarto, mas o sono ainda me escapa. Pego meu celular, abro a galeria de fotos. Encontro uma foto antiga, de um churrasco na casa do meu pai, anos atrás. Heitor está lá, sorrindo, com o braço em volta do ombro de Carlos. Eu estou ao lado, uma adolescente com um sorriso bobo no rosto, olhando para ele com uma admiração que eu ainda não entendia. A imagem é um soco no estômago. A lealdade, a amizade, a história que os une....Deito-me na cama, o celular na mão, a foto na tela. As lágrimas vêm, silenciosas, quentes, molhando o travesseiro. É uma dor diferente da que senti na praia. Não é a dor da incerteza, mas a dor da escolha. A dor de saber que, não importa o que eu faça, alguém vai se machucar.Eu o amo. A frase martela na minha cabeça, não como uma confissão, mas como uma ordem. Uma ordem que me tira da cama no meio da madrugada, me faz vestir a primeira roupa escura que encontro e descer as escadas da minha casa como uma la
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