Arthur
Eu a abraço e, pela primeira vez em meses, sinto que posso respirar. A certeza dela é tão absoluta que quase me faz acreditar que eu tive um surto psicótico naquele restaurante. Mas não importa mais. Se for uma mentira, é a mentira mais bonita do mundo. E eu estou disposto a morrer por ela.
— Vamos caminhar — eu digo, segurando a mão dela. — Vamos ver o mar sem medo.
Saímos da cabana de mãos dadas. O sol está alto agora, e a areia da ilha brilha como diamantes. Caminhamos pela beira da á