Lily custou a dormir naquela noite. Virava de um lado para o outro, quieta, inquieta o suficiente para que eu percebesse. Não perguntou nada, não chamou, não reclamou. Só demorou a descansar, como se alguma coisa tivesse acordado dentro dela. Na manhã seguinte, quando entrei no quarto, ela já estava acordada. Sentada na cama. Esperando. Ela olhou para mim. — É hoje, né? Não foi exatamente uma pergunta. Foi um lembrete. — É hoje. Ela assentiu devagar, mas o olhar correu até a janela antes mesmo de levantar, como se precisasse confirmar que o balanço ainda estava lá. Sebastian não apareceu no café da manhã, e aquilo deixou Lily mais nervosa, não menos. Ela mexia na colher devagar demais, olhava para a porta de tempos em tempos, como se esperasse que ele surgisse para cancelar tudo. Não surgiu. Lily foi para a escola. Mas o balanço ficou no jardim. Quando o carro entrou pelo portão naquela tarde, eu já estava esperando na entrada. Lily desceu com o uniforme levemente amarrot
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