O barulho da porta do corredor se abrindo quebrou o silêncio pesado da cozinha.
Levantei os olhos automaticamente. Minha irmã apareceu na porta ainda de pijama, o cabelo preso de qualquer jeito no alto da cabeça e os olhos inchados de sono. Caminhou distraída até a cozinha, provavelmente esperando encontrar apenas o cheiro do café e uma manhã comum.
Então parou.
O olhar dela passou primeiro por mim. Depois por nossa mãe sentada à mesa, segurando a xícara de café entre as mãos como se estivesse