Quando anunciaram o embarque do voo das sete da manhã, senti o estômago afundar.
Não era medo de avião.
Era medo de tudo o que vinha junto com ele.
Entreguei o passaporte no portão de embarque e atravessei o corredor estreito que levava até o avião. O ar parecia diferente ali dentro, mais frio, mais seco, como se aquele espaço já pertencesse a outro mundo.
Cada passo parecia me afastar um pouco mais de casa.
Quando entrei na cabine, parei por um segundo.
Aquilo não parecia um avião.
As poltrona