Capítulo 27 — LorenzoMandei chamá-la sem oferecer explicações. No meu mundo, eu não peço; eu decido. Mas, desta vez, havia uma variável que eu ainda não controlava completamente, e isso não era aceitável. Marco mal terminou de sair quando já estou de pé diante da janela do escritório, observando o jardim mergulhado em uma calma que parece deslocada. Tudo ali continua funcionando como deveria, menos o que realmente importa.Quando a porta se abre, não me viro imediatamente. Ouço os passos dela — firmes, controlados, sem o menor traço da hesitação que costuma acompanhar quem entra neste recinto.— Você queria falar comigo — ela disse. Não era uma pergunta.Virei-me devagar. Anya estava perto da porta, mantendo a distância exata que não configura confronto, mas que também não entrega submissão. Existe um equilíbrio nela que não deveria existir em alguém que foi negociada como parte de um acordo, e, ainda assim, ele estava ali, desafiando minha autoridade silenciosamente.— O Conselho es
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