**Ponto de Vista: Leyla**O silêncio é uma coisa engraçada. Às vezes, ele é paz; outras vezes, é um grito que ainda não saiu da garganta. Nas últimas quarenta e oito horas, o silêncio que vinha de dentro de mim tornou-se ensurdecedor.Eu estava sentada na poltrona perto da janela, com as mãos espalmadas sobre a barriga. Eu esperava. Esperava por aquele solavanco familiar, por aquele chute atrevido que costumava me despertar no meio da noite ou me fazer rir durante o almoço. Mas não havia nada. Apenas o peso inerte, uma quietude que me gelava a alma.— Por favor, meu pequeno... só um movimento — sussurrei, as lágrimas embaçando minha visão. — Só um sinal para a mamãe.A porta do quarto se abriu e, para minha surpresa, não foi a Sra. Bianchi quem entrou. Foi Dante.Nos últimos dias, ele sofreu uma transformação que eu vinha pedindo a Deus em todas as minhas orações. O homem gélido e distante, que se trancava no escritório e trazia mulheres loiras para a mansão, desaparecera. Em seu luga
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