**Ponto de Vista: Dante**O ar no quarto era espesso, carregado com o perfume doce e terroso de Leyla — um aroma que, por um breve momento, havia silenciado o caos que consumia minha mente. Estávamos em um transe, uma dança de pele contra pele onde, pela primeira vez em semanas, a armadura dela tinha cedido. Leyla estava entregue, seus dedos cravando-se em meus ombros, o som de sua respiração rápida sendo a única música que eu permitia que existisse na minha realidade.Eu a segurava com uma possessividade que beirava a adoração. Ela era minha, ali, naquele instante, desprovida de luto, desprovida de dúvidas, apenas uma mulher de carne e osso fundida a mim. O calor dela era a única coisa que me impedia de desmoronar sob o peso da guerra que eu travava contra os portugueses.Eu estava prestes a levá-la ao limite, onde o mundo deixaria de girar, quando o primeiro estampido rasgou a noite.Não foi um barulho comum. Foi o som seco e inconfundível de um supressor de ruído rompendo a vidraça
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