**Ponto de Vista: Leyla**Seis meses. Cento e oitenta dias carregando um universo inteiro dentro de mim. Minha barriga agora era uma curva nítida e pesada, um lembrete constante de que, apesar de todo o gelo que emanava das paredes desta mansão, a vida era persistente. Eu passava a maior parte do tempo no jardim ou no quarto de Nathan, tentando ignorar o fato de que o homem que eu amava se tornara um estranho que habitava o mesmo teto, mas um continente emocional de distância.Eu ainda acreditava. Deus, como eu era ingênua! Eu rezava todas as noites, ajoelhada ao lado da cama fria, pedindo para que o coração de Dante amolecesse. Eu dizia a mim mesma que o afastamento dele era apenas medo; medo de amar algo tão frágil, medo de falhar como pai, medo de perder o controle. Eu tinha certeza — uma certeza absoluta e desesperada — de que no momento em que ele segurasse aquela criança nos braços, toda a sua resistência cairia por terra. Ele veria que o bebê não era um rival, mas a extensão do
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