**Ponto de Vista: Leyla**O sono nunca era profundo naquela casa, mas naquela noite, ele era um vidro fino prestes a estilhaçar. Eu estava mergulhada em um sonho confuso com Nathan e campos de trigo, quando um som metálico e seco me arrancou da escuridão.O clique de uma arma sendo destravada.Abri os olhos de supetão, o coração disparando contra as costelas como um pássaro enjaulado. A silhueta imensa de Dante estava parada ao lado da minha cama, recortada pela luz pálida do corredor. Ele não era mais o homem ferido e febril da noite anterior. Ele era o espectro da morte novamente. Usava roupas pretas táticas, um colete de kevlar e segurava um fuzil curto com uma naturalidade aterradora.— Levante-se — ele ordenou. Sua voz era um sussurro ríspido, sem espaço para perguntas.— Dante? O que... o que está acontecendo? — Minha voz saiu falha, rouca de sono e medo. Olhei para o relógio na cabeceira: três da manhã.— Agora, Leyla! — Ele se aproximou e agarrou meu braço, puxando-me para for
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