Edward Fitzgerald nunca acreditou em casamento, e muito menos em amor. Para ele, sentimentos sempre pareceram uma espécie de fraqueza elegante que as pessoas insistiam em romantizar, como se emoções fossem virtudes nobres e não impulsos imprevisíveis capazes de comprometer decisões importantes. Na visão de Edward, amor sempre foi tratado como algo grandioso demais para aquilo que realmente era: uma distração cara, instável e perigosamente irracional para alguém que comandava um império como o dele, um homem cuja vida inteira girava em torno de controle, estratégia e poder.Desde muito jovem, ele havia aprendido a olhar para o mundo através de uma lógica fria, quase matemática, onde tudo precisava fazer sentido, gerar resultados e, acima de tudo, permanecer sob controle. Emoções, no entanto, nunca obedeciam a essas regras. Emoções criavam vulnerabilidades, expectativas e fraquezas, três coisas que Edward Fitzgerald havia passado a vida inteira evitando.Arrogante, disciplinado e pro
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