O dia amanheceu diferente. Desde cedo, o restaurante estava cheio de movimento: garçons ajustando uniformes, flores sendo colocadas nas mesas, taças alinhadas com cuidado. Tudo parecia pulsar. Meu coração também. Eu recebo cada pessoa com um sorriso que vem fácil demais. Amigos, convidados, pessoas importantes da cidade. Todos elogiam o espaço, a atmosfera, a ideia. Alguns dizem que nunca imaginaram algo assim vindo de mim — e eu apenas sorrio, porque nem eu mesma imaginava. Mas, a cada vez que a porta se abre, meu olhar procura a mesma pessoa. Thomas não chegou. O tempo passa, a música preenche o ambiente, risadas ecoam. O restaurante está cheio, vivo, exatamente como sonhei. Ainda assim, algo falta. Lucas chega no meio da inauguração, elegante, confiante, cumprimentando pessoas como se aquele lugar sempre tivesse sido dele também. Ele me observa de longe por alguns segundos, depois se aproxima. — Está vendo isso? — ele diz, gesticulando discretamente para o salão cheio
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