Assim que chegamos em casa, não digo uma palavra.
Sigo direto para o quarto, sentindo o peso do dia inteiro nos ombros. Fecho a porta atrás de mim e começo a trocar de roupa com movimentos automáticos, quase impacientes. O vestido cai no chão, depois os sapatos. Minhas mãos tremem levemente enquanto visto algo mais confortável, como se o tecido pudesse me proteger do turbilhão dentro do peito.
Ainda estou ajeitando a blusa quando sinto a presença dele.
Thomas entra no quarto em silêncio.