Lorena AzevedoUM ANO.Trezentos e sessenta e cinco dias desde que a minha vida virou de cabeça pra baixo — e, pela primeira vez, do jeito certo.É estranho pensar nisso... como tudo mudou tão rápido.Há um ano eu estava perdida, cansada, tentando juntar meus pedaços enquanto fingia que sabia respirar.Agora?Agora eu acordo numa fazenda enorme, com cheiro de café fresco feito pela Dona Ruth, trabalhando em um lugar que se tornou meu porto seguro.Comecei como atendente.Dois meses depois, virei gerente.Não porque alguém "teve pena", mas porque eu me matei de trabalhar, dei sangue, suor e alma para provar que ainda existia valor em mim.Mas nada disso — absolutamente nada — se compara aos sete meses que eu e Miguel estamos morando com Rafael Ventura.Rafael, o ogro.Rafael, o possessivo.Rafael, o homem que parece ter sido moldado pela própria terra: bruto, intenso, quente, com aquela testosterona que chega antes dele entrar no cômodo.O homem que virou meu mundo desde aquele esbarrã
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