Rafael Ventura Depois do almoço, ela foi pro quarto se arrumar pro trabalho.Sim, ela insistiu em continuar na cafeteria.Disse que não ia largar a Marta, nem o emprego, nem a vida que construiu lá, só porque agora morava comigo.Eu respeito isso.Admiro mais ainda.Ela saiu do quarto com uma calça jeans escura, camiseta preta, cabelo preso num rabo de cavalo prático, uma maquiagem leve só pra esconder o cansaço e a preocupação.Pra mim, ela tava linda.Sempre tá.— Eu te levo — falei, já pegando a chave da caminhonete.— Não precisa, Rafael. Posso ir com o carro da fazenda...— Eu te levo — repeti, firme.Ela arqueou a sobrancelha.— Tá com medo de eu fugir?— Tô com medo de alguém olhar torto pra você e eu não tá lá pra quebrar o pescoço do desgraçado.Ela riu, mas eu tava falando sério.Miguel ficou com a minha mãe, na maior alegria.— Traz um pão de queijo da Marta pra mim! — ele gritou, da varanda.— Trago — Lorena respondeu, sorrindo.No caminho até a cidade, ela ficou mexendo n
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