O som dos disparos de Ricardo rasgou a noite da Vila Esperança, transformando o refúgio que Beatriz e Caio construíram em um campo de batalha urbano. Os moradores, treinados pela dureza da vida, reagiram instintivamente: janelas foram fechadas, luzes apagadas, e o silêncio se tornou uma arma de sobrevivência.Caio estava agachado atrás de uma betoneira pesada, o coração martelando um ritmo frenético. Ele não tinha armas; sua única defesa era o conhecimento do terreno que ele mesmo ajudara a mapear. Ele viu Ricardo avançar pelo centro da praça, cercado por três homens armados — mercenários que não tinham nada a perder agora que o império Vanguard estava em ruínas.— Você sempre foi o protegido, Caio! — Ricardo gritava, a voz distorcida pela loucura. — O filho legítimo, o príncipe do escritório de vidro! Enquanto eu fazia o trabalho sujo, você brincava de ser o herói dos pobres! Mas o príncipe vai morrer no barro!Beatriz, dentro de casa, ouvia cada palavra. Ela sabia que Ricardo
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