O verão de 1997 chegou a São Paulo com uma suavidade atípica, como se a própria metrópole decidisse dar uma trégua aos que tanto lutaram sob seu asfalto. A Vila Esperança não era mais um canteiro de obras cercado por tapumes e medo; era um bairro pulsante, onde o concreto aparente das novas moradias se misturava ao verde das hortas comunitárias e ao colorido dos murais pintados pelos jovens da região. O "Modelo Vila Esperança" agora era estudado em universidades de urbanismo ao redor do