O som dos disparos de Ricardo rasgou a noite da Vila Esperança, transformando o refúgio que Beatriz e Caio construíram em um campo de batalha urbano. Os moradores, treinados pela dureza da vida, reagiram instintivamente: janelas foram fechadas, luzes apagadas, e o silêncio se tornou uma arma de sobrevivência.
Caio estava agachado atrás de uma betoneira pesada, o coração martelando um ritmo frenético. Ele não tinha armas; sua única defesa era o conhecimento do terreno que ele mesmo ajudar