A manhã de terça-feira na Vila Esperança trouxe consigo um silêncio sintético, quebrado não pelo martelar rítmico dos operários, mas pelo zunido de um drone que sobrevoava o canteiro de obras — uma tecnologia ainda rara e intimidante em 1996, operada por técnicos da Global Nexus. Marcus Steiner não perdera tempo. Menos de vinte e quatro horas após o confronto no escritório, a sabotagem técnica começara. O fornecimento de energia elétrica para as betoneiras fora cortado sob o pretexto de